Rasgaí

Programa de Pós-Graduação em Demografia | UFRN

O Rasgaí é um podcast que fala sobre ciência. O foco é nos estudos que tratam sobre demografia e população. Episódios curtos, com cerca de 15 minutos, trazem discussões diretas e objetivas sobre essa área de conhecimento. O Rasgaí é vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Demografia (PPGDem) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Produtor/Editor: Ricardo Ojima (twitter: @ricardoojima). Rasgaí: expressão regional; gíria; verbo usado para pedir que o outro fale algo numa conversa. - Tenho uma coisa para te contar. - Rasgaí! read less
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Episodes

T03E13 | Doutorado Sanduíche: uma experiência internacional no meio do doutorado | Leandro Basílio Jr
May 29 2023
T03E13 | Doutorado Sanduíche: uma experiência internacional no meio do doutorado | Leandro Basílio Jr
Uma das oportunidades que se abre quando a gente está desenvolvendo uma pesquisa de doutorado é a possibilidade de passar uma temporada fora do país. A Capes, que é a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, um órgão vinculado ao Ministério da Educação, tem um programa de bolsas específico para essa atividade. Esse programa é chamado PDSE “Programa Doutorado Sanduiche no Exterior” e abre anualmente seleção para que pesquisadores que estejam realizando doutorado no Brasil possam passar uma temporada de no mínimo 6 e no máximo 10 meses fora do país. É uma possibilidade importante para o que se costuma chamar de internacionalização da pesquisa científica brasileira. Contribui para estreitar laços de colaboração científica já existentes entre instituições brasileiras e do exterior ou mesmo criar novas conexões entre os grupos de pesquisa. Mas para além disso, trata-se de uma oportunidade excelente para o processo formativo do doutorando, pois permite experimentar rotinas de pesquisa, estruturas institucionais e, principalmente, novas culturas. O episódio traz uma conversa com o Leandro Basílio Jr., que é doutorando do PPGDem e, no ano passado, concorreu ao edital do PDSE e foi selecionado para passar uma temporada em Lisboa, Portugal. Ele está desenvolvendo sua pesquisa de doutorado no Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa (IGOT) e nos contou como foi o processo de seleção e como está sendo sua experiência. --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/rasgai/message
T03E12 | Impactos da pandemia no mercado de trabalho do Semiárido Setentrional | Rislene Sousa
May 21 2023
T03E12 | Impactos da pandemia no mercado de trabalho do Semiárido Setentrional | Rislene Sousa
A pandemia da Covid-19 trouxe muitos transtornos e perdas irreparáveis, mas também pudemos tirar muitos aprendizados. É preciso refletir sobre esses momentos de crise para poder aprender como se deram suas dinâmicas e, por fim, entender o que podemos fazer para minimizar e melhor responder à futuras crises que virão. Por isso, o Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN está desenvolvendo um projeto que conta com financiamento de agências de fomento. Um na parceria da FAPERN (Fundação de Amparo e Promoção da Ciência, Tecnologia e Inovação do RN) com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES); e outro em um edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os dois projetos envolvem docentes e discentes do PPGDem para estudar as dinâmicas demográficas e o impacto da pandemia na região do semiárido setentrional, a porção mais ao norte da região mais seca do Nordeste. O objetivo é avançar na compreensão dos impactos da COVID-19 no acúmulo de condições desfavoráveis na população dessa região que tem taxas de crescimento populacional baixas e com relativa perda de participação na população na região Nordeste. O Semiárido Setentrional apresenta baixos indicadores sociais, econômicos, de saúde, educacionais, entre outros. Fatores como mercado de trabalho, saúde, infraestrutura, migração e mobilidade já se constituíam como desafios para o desenvolvimento regional antes da pandemia e poucos estudos focam no contexto demográfico da região. Assim, o episódio de hoje traz uma pesquisa de mestrado que foi desenvolvida dentro deste recorte de pesquisa. A Rislene Katia de Sousa defendeu sua dissertação de mestrado em 2022 e analisou o contexto do mercado de trabalho antes e depois da pandemia da Covid-19 na região do semiárido setentrional. Confere os resultados completos da dissertação aqui: "O mercado de trabalho no Semiárido Setentrional na pandemia da COVID-19" --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/rasgai/message
T03E11 | Maternidade e Ciência | Conversas com Pesquisadoras
May 14 2023
T03E11 | Maternidade e Ciência | Conversas com Pesquisadoras
A demografia, enquanto campo de estudos que se debruça sobre a natalidade e fecundidade, tem um olhar crítico, analítico e ao mesmo tempo técnico sobre a maternidade. Faz parte das análises entender as condições e características sociais, econômicas e contextuais da maternidade. Mas o que dizer da relação entre maternidade e carreira acadêmica? Ser pesquisadora e ser mãe são esferas da vida independentes e contraditórias? Somente a poucos anos, a plataforma Lattes, principal sistema de informações e dados de pesquisadores brasileiras, adicionou um campo para o registro de licenças-maternidade. E só este ano, em 2023, a Plataforma Sucupira, usada para inserir os dados da pós-graduação brasileira, passou a incluir afastamentos relacionados a licenças parentais. São conquistas importantes, claro, mas que demonstram como o caminho para o maior equilíbrio de gênero no ambiente acadêmico ainda é longo. Para contribuir com esse movimento e na esteira desses debates, o Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN organizou uma roda de conversa com pesquisadoras mães. São docentes, discentes e egressas que experimentam o desafio de ser mães e pesquisadoras ao mesmo tempo. Um momento de trocas de conversas sobre os desafios e perspectivas para a busca de maior equilíbrio nas relações de gênero no ambiente acadêmico, em especial, quando o assunto é a maternidade. A atividade ocorreu nessa sexta-feira, dia 12 de maio de 2023. Portanto, o episódio de hoje do Rasgaí é especial sobre o dia das mães e traz um resumo de como foi esse momento de reflexão a partir dos depoimentos de algumas das participantes. Para saber mais: DECRETO Nº 21.366, DE 5 DE MAIO DE 1932, Declarando que o segundo domingo de maio é consagrado às mães. Mulheres não são melhores em multitarefas. Só trabalham mais Parentalidade e carreira científica: o impacto não é o mesmo para todos --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/rasgai/message
T03E10 | Efeitos do Bolsa Família na escolaridade de mães adolescentes no Semiárido | Herick Cidarta Oliveira
May 8 2023
T03E10 | Efeitos do Bolsa Família na escolaridade de mães adolescentes no Semiárido | Herick Cidarta Oliveira
Este episódio apresenta os resultados da tese de doutorado do Herick Cidarta Gomes de Oliveira. Ele observou os efeitos do Programa Bolsa Família sobre a defasagem escolar de mães adolescentes utilizando um banco de dados compartilhado pela cooperação do Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN com o Cidacs/FioCruz-BA. A "Coorte dos 100 milhões de brasileiros" é uma base de dados longitudinal onde as informações não se referem apenas a um momento no tempo, mas acompanha as pessoas através do tempo. No caso da pesquisa do Herick, o evento específico foi a natalidade entre meninas adolescentes e o foco foi analisar como o fato dela já ser beneficiária do Programa Bolsa Família (PBF) poderia afetar o seu desempenho escolar diante da gravidez e a maternidade. Os resultados mostraram que, para as mães adolescentes que já eram de famílias beneficiárias do PBF, há uma menor incidência de defasagem escolar em comparação com meninas que eram de famílias não beneficiárias e com as mesmas características sociodemográficas. Um efeito protetor do PBF que foi mais relevante para meninas residentes no Semiárido do que aquelas da região Nordeste ou da média do país. Há outras análises e resultados interessantes que o Herick comenta no episódio. Os resultados completos podem ser acessados na tese de doutorado do Herick que está disponível no repositório da UFRN. --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/rasgai/message
T03E07 | O consumo de energia elétrica depende de quando você nasceu? | Victor Hugo Diógenes
Apr 17 2023
T03E07 | O consumo de energia elétrica depende de quando você nasceu? | Victor Hugo Diógenes
Neste episódio conversamos com o autor da primeira tese de doutorado defendida no Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN. A defesa de tese do Victor Hugo Diógenes ocorreu em novembro de 2022 e tratou sobre um tema bem atual: a relação entre população, meio ambiente e consumo. É muito comum ouvir nas conversas do dia-a-dia, no senso comum, uma percepção simplificada e até ingênua sobre a relação população e meio ambiente. É comum que a discussão sobre o crescimento populacional afetando o meio ambiente, produção de alimentos ou desenvolvimento econômico esbarre numa visão fatalista que recupera o postulado de Thomas Malthus de que é preciso controlar o crescimento populacional para garantir a sobrevivência da humanidade. Os dados preliminares do Censo Demográfico 2022 já confirmam que o ritmo de crescimento da população brasileira está bem baixo. Outros países do mundo já apresentam taxas de crescimento populacional negativo e o Brasil segue a mesma tendência. É esperado que a população comece a decrescer antes do meio deste século. Mas será que as condições ambientais vão melhorar depois que a população brasileira começar a decrescer? A pesquisa desenvolvida pelo Victor joga um pouco de luz nessa discussão a partir da inclusão da variável consumo na discussão sobre a relação população e meio ambiente. Particularmente, ele analisou se há efeitos diferentes no padrão de consumo de energia elétrica de acordo com a idade das pessoas, da período em que analisamos esse consumo e a coorte de nascimentos das pessoas. Ou seja, nesse último aspecto, analisa-se se o ano que a pessoa nasceu exerce alguma influência no padrão de consumo de energia elétrica. Para acessar a pesquisa do Victor Hugo Diógenes, clique aqui. --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/rasgai/message
T03E06 | Egressos | Da economia à demografia dos povos indígenas | Anna Karoline Cruz
Apr 10 2023
T03E06 | Egressos | Da economia à demografia dos povos indígenas | Anna Karoline Cruz
É sempre muito dificil escolher os caminhos de investimento em formação. Há uma certa insegurança na escolha de uma pós-graduação stricto sensu, pois é um investimento de tempo e energia de médio e longo prazo. Nem sempre há bolsas de pesquisa suficientes e, mesmo quando existem, os valores nem sempre são suficientes para garantir integralmente a subsistência sem um adicional de alguma economia guardada ou apoio familiar. Em geral a pós-graduação stricto sensu exige dedicação integral e exclusiva e isso o torna quase que inviável para muitas pessoas. Para ajudar nessas escolhas, criamos essa série especial “Egressos” dentro do nosso podcast. O que buscamos nessa série especial é mostrar as trajetórias profissionais dos egressos. Queremos saber o que estão fazendo e o que a formação em demografia contribuiu com a atividade profissional onde atuam hoje. Enfim, uma forma de mostrar caminhos possíveis para tornar a escolha menos solitária. A conversa deste episódio foi com a Anna Karoline Rocha Cruz. Ela fez o mestrado em demografia na UFRN e depois seguiu para um doutorado na mesma área na Unicamp. Hoje ela é professora universitária no Amazonas e incorpora nas suas aulas o conhecimento que acumulou ao longo da trajetória. Mais que isso, ela transitou entre o campo da economia, sua formação de base, e passou para a demografia estudando os povos indígenas. Um grupo populacional importante e que demanda estudos com essa perspectiva demográfica cada vez mais. --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/rasgai/message
T03E04 | Demografia aplicada ao conhecimento na gestão pública: impactos da pandemia no município de Mossoró (RN)
Mar 26 2023
T03E04 | Demografia aplicada ao conhecimento na gestão pública: impactos da pandemia no município de Mossoró (RN)
O episódio 4 da terceira temporada apresenta um resumo dos primeiros resultados de um projeto desenvolvido pelo Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN em parceria com diversas instituições de pesquisa, a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e a Prefeitura Municipal de Mossoró (RN). O projeto tem como objetivo subsidiar ações de qualificação, planejamento e informação para a gestão pública municipal a partir de uma perspectiva interdisciplinar em Mossoró na direção de entender os impactos diretos e indiretos da pandemia da Covid-19 no município. Vai além, buscando realizar uma análise prospectiva e de futuro para o planejamento de ações voltadas à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida no município. A pesquisa que teve início no segundo semestre de 2022, encontra-se em fase de análise dos resultados preliminares, mas ainda está em desenvolvimento a partir da coleta de informações essenciais sobre o sistema de saúde e dos trabalhadores e suas condições. Neste episódio conversamos com Marcos Gonzaga e Flávio Freire, ambos docentes do PPGDem e coordenadores de dimensões estruturantes do projeto. Além disso, também conversamos com o Diretor Executivo de Planejamento da Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró, Richardson Grangeiro, que tem sido o contato de articulação das ações do projeto pela Prefeitura Municipal de Mossoró. Para saber mais sobre as divulgações anteriores e futuras do projeto, consulte o nosso site (demografiaufrn.net). --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/rasgai/message
T02E09 | Série Egressos | "O mestrado foi um período agradável da minha vida" | William Mendonça
May 19 2022
T02E09 | Série Egressos | "O mestrado foi um período agradável da minha vida" | William Mendonça
A formação em nível de pós-graduação muitas vezes confunde, pois há algumas modalidades diferentes com algumas características particulares. É muito comum ouvir as pessoas falando: “fiz uma pós” ou “vou fazer uma pós”, mas nem sempre se trata da mesma coisa. A pós-graduação é um nível de formação que, claro, exige que vc tenha feito uma graduação anteriormente. Isso é o que há de comum, mas depois podemos ter a pós-graduação lato senso e a pós-graduação stricto senso. O primeiro é o que costumamos chamar de especialização e tem um caráter prático-profissional e busca promover a especialização técnica ou treinamento nas partes de que se compõe um ramo profissional ou científico. Tem duração mínima de 360 horas, ao final do curso o aluno obterá certificado e não diploma. A pós-graduação stricto sensu compreende programas de mestrado e doutorado e ao final do curso o aluno obterá grau acadêmico e diploma. Diferentemente das especializações, os cursos de mestrado e doutorado tem um caráter regular dentro das instituições de ensino, ou seja, precisam ter turmas com ingresso regular. Na rotina da formação na pós-graduação stricto sensu o discente passa por disciplinas formativas e depois desenvolve outras habilidades, como docência e pesquisa. Ao final do processo de formação, para obter o título, o aluno precisa defender uma dissertação, no caso do mestrado, e uma tese no caso do doutorado. E os prazos regulares são de 2 e 4 anos, respectivamente. Muitas vezes pode ser um processo de formação árduo e extenuante devido aos elevados níveis de exigência e prazos, mas nem sempre é assim. Depende do contexto e do ambiente que se constrói. No episódio 9 da segunda temporada do Rasgaí, conversamos com o William Mendonça de Lima que concluiu seu mestrado em 2015 aqui na Pós-Graduação em Demografia da UFRN e depois seguiu e já concluiu o doutorado também em demografia na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ele contou pra gente como foi a sua experiência e nos deu um exemplo de como podemos ajustar qualidade e rigor na produção científica e acadêmica sem necessariamente sermos reféns dessa cobrança. Para ele, o mestrado foi um período agradável da vida. Créditos: Produção, edição e apresentação: Ricardo Ojima (PPGDem/UFRN) Trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Perspectives by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4207-perspectives License: https://filmmusic.io/standard-license --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/rasgai/message
T02E08 | Migração e os dados do Censo 2017 no Moçambique | Mussagy Ibraimo
May 12 2022
T02E08 | Migração e os dados do Censo 2017 no Moçambique | Mussagy Ibraimo
Os três componentes da dinâmica demográfica são: nascimentos, mortes e migrações. Cada um tem a sua complexidade para ser estudado e cada um apresenta interfaces com teorias e contextos socioeconômicos distintos, o que induz a formação do demógrafo para uma abordagem interdisciplinar. Embora a migração seja um fenômeno muito popular, pois quase toda pessoa conhece ou tem uma história de trajetória migratória para contar, do ponto de vista do estudo científico há elementos técnicos que dificultam sua análise. Um dos aspectos que o diferem dos nascimentos e das mortes é que ele pode acontecer mais de uma vez na trajetória de um mesmo indivíduo. Além disso, a forma de se mensurar e estimar a migração de modo direto depende de se poder perguntar para as pessoas sobre as etapas migratórias da sua vida. Por isso, em grande medida, os Censos Demográficos são fontes de dados importantes para o estudo dos volumes, fluxos e características da migração. Mas os censos ocorrem em intervalos de tempo muito distantes. Além disso, os quesitos (ou perguntas) que são feitas para se captar a migração dependem da memória das pessoas entrevistadas, da sobrevivência das pessoas que migraram no intervalo entre um censo e outro e da precisão dos entrevistadores em registrar as informações. Mais que isso, o próprio conceito do que é ser migrante precisa ser definido claramente. Apesar de parecer óbvio, definir quem é migrante depende de alguns recortes. É preciso considerar mudança de residência habitual, limites político-administrativos, tempo de residência, entre outros. Uma análise da qualidade das informações sobre migração num censo demográfico foi desenvolvida pela dissertação de mestrado do Mussagy Ibraimo. Ele concluiu o mestrado em demografia aqui na UFRN em 2022 com a pesquisa: “Dinâmica migratória e avaliação dos quesitos censitários sobre migrações internas e internacionais em Moçambique: uma análise a partir do censo 2017”. Mussagy trabalha no Instituto Nacional Estatística (INE) de Moçambique e é por isso que sua pesquisa se debruça sobre os dados do Censo Demográfico moçambicano. Mas ele não fez apenas uma análise da qualidade dos dados mas, tendo feito isso, analisou aspectos gerais dos fluxos e o perfil dos movimentos migratórios no país. Identificou os principais destinos, as características dos migrantes e o perfil da seletividade nos contextos das províncias.  Créditos: Produção, edição e apresentação: Ricardo Ojima (PPGDem/UFRN) Trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Perspectives by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4207-perspectives License: https://filmmusic.io/standard-license --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/rasgai/message
T02E07 | A violência em Natal antes e durante a pandemia da Covid-19 | Pedro Henrique Freitas
May 5 2022
T02E07 | A violência em Natal antes e durante a pandemia da Covid-19 | Pedro Henrique Freitas
A violência é um campo de estudos de indiscutível relevância social. Normalmente o número de homicídios é usado como indicador para analisar a evolução da violência ao longo do tempo. No Brasil, entre 1990 e 2017, o número de homicídios passou de 32 mil para mais de 65 mil, segundo os dados disponíveis no Atlas da Violência gerido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com a colaboração do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Mas é preciso olhar os dados de modo mais detalhado para entender melhor a sua dinâmica. As mortes violentas ocorrem de modo seletivo. Mais da metade dos homicídios que ocorreram no ano de 2017 foram de homens entre 15 e 29 anos. E do total de homicídios de 2017, mais de 70% foram de homens negros. Além disso, eles não ocorrem de forma uniforme no território. O risco de homicídio, portanto, depende de características sociodemográficas e socioespaciais. É por essas e outras razões que o estudo da violência pode ser entendido como um tema demográfico. Analisar a violência, os homicídios e as causas violentas a partir de um olhar demográfico ajuda a entender essas especificidades e isso pode contribuir para melhorar as ações e políticas de segurança pública. Otimizar os investimentos em segurança para que se focalizem nos públicos e contextos nos quais o evento contém maior risco de ocorrer. E foi esse o desafio de pesquisa proposto pela pesquisa de mestrado do Pedro Henrique Freitas. Ele defendeu sua dissertação em demografia no Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN em 2021 e analisou a violência no município de Natal a partir das perspectivas demográficas e socioespaciais. E ele adicionou um elemento contextual que, dado o momento em que a pesquisa foi desenvolvida, não poderia faltar. O impacto e a influência que a pandemia de Covid-19 pode ter tido nesses indicadores. O arquivo completo da dissertação "Violência no município de Natal/RN em 2019 e 2020: uma abordagem espacial e demográfica sobre as mortes violentas com foco nos efeitos decorrentes da pandemia da COVID-19" contém gráficos e cartogramas que ajudam a compreender a diversidade do fenômeno no caso do município de Natal (RN). Créditos: Produção, edição e apresentação: Ricardo Ojima (PPGDem/UFRN) Trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Perspectives by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4207-perspectives License: https://filmmusic.io/standard-license --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/rasgai/message
T02E06 | Quem são as mulheres que não querem ter filhos? | Clícia Clementino
Apr 29 2022
T02E06 | Quem são as mulheres que não querem ter filhos? | Clícia Clementino
O episódio de hoje é sobre um tema que vez ou outra aparece nas conversas informais e povoam o imaginário das pessoas no senso comum. Estamos falando da queda da natalidade, ou seja, a redução do número de nascimentos. É mais comum ouvir a expressão: “queda da natalidade”, mas na verdade estamos falando da queda na taxa de natalidade. A taxa de natalidade é uma medida que calcula a quantidade de bebês nascidos em um determinado ano e divide esse número pelo total de pessoas daquela população naquele mesmo ano. Mas há outra expressão que se ouve também: a queda da fecundidade. Essa medida é um pouco diferente e representa o número médio de filhos tidos pelas mulheres em idade reprodutiva daquele ano. O que os dados mostram ao longo do tempo é que a fecundidade vem caindo de modo consistente no Brasil. No passado ela já esteve na faixa de 6 filhos por mulher e já está abaixo de 2 há algum tempo. Mas nas conversas informais ainda é difícil crer nesses números, pois na observação das pessoas, parece ser contraditório ter uma taxa tão baixa de filhos por mulher se, por exemplo, você conhece ou viu uma reportagem mostrando a vida de mulheres que têm 4 ou 5 filhos. Isso acontece por estarmos falando de médias e se conhecemos mulheres que tem 4 ou 5 filhos, esquecemos que existem muitas mulheres sem filhos. E essa quantidade de mulheres sem filhos vem aumentando ao longo do tempo. Esse foi o tema da dissertação de mestrado da Clicia Clementino. Ela defendeu seu mestrado no PPGDem em 2021 com a pesquisa: “Eu não quero ser mãe assim como muitas mulheres”. Ela analisou o perfil das mulheres que não tem e não querem ter filhos para entender quais são as características que mais influenciam nessa decisão. Ela também traz uma discussão que contextualiza o debate brasileiro no contexto internacional e como essa temática vem sendo abordada pela literatura científica internacionalmente.  Créditos: Produção, edição e apresentação: Ricardo Ojima (PPGDem/UFRN) Trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Perspectives by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4207-perspectives License: https://filmmusic.io/standard-license --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/rasgai/message
T02E05 | Série Egressos | "A demografia me deu lentes para enxergar o mundo de forma diferente" | Gracineide Pereira
Apr 21 2022
T02E05 | Série Egressos | "A demografia me deu lentes para enxergar o mundo de forma diferente" | Gracineide Pereira
Intercalado com os episódios tradicionais de conversas sobre resultados de pesquisas, a série “Egressos” busca evidenciar os prazeres e desafios que se colocam na caminhada na formação. É importante para um programa de pós-graduação acompanhar os egressos e saber como foi a experiência. Fazemos isso regularmente a partir de pesquisas de acompanhamento, mas no caso do podcast a ideia é ser mais informal, falar dos "causos", dos momentos de dificuldade e do que foi superado. No primeiro episódio dessa série, conversamos com o estatístico de formação, Josivan Justino. Hoje ele já concluiu seu doutorado em bioinformática e é professor universitário na Universidade Federal de Rondônia. Quase sempre as histórias mostram superações e conquistas, mas tentamos não romantizar a trajetória, pois sabemos que nem tudo são flores e que as barreiras de entrada e pedras no caminho são inúmeras. No episódio de hoje, conversamos com uma egressa que também é da primeira turma e que defendeu sua dissertação de mestrado em 2013. A convidada do Rasgaí é Gracineide Pereira que desenvolveu a pesquisa intitulada “Afinal, quantos éramos? Um estudo da mortalidade pretérita na Freguesia da Gloriosa Sant'Anna” usando dados populacionais do século 19. Historiadora formada pela UFRN, depois de concluir seu mestrado no PPGDem, seguiu para Portugal para desenvolver pesquisa de doutorado (com bolsa da Capes) na Universidade do Minho, que é referência na pesquisa sobre demografia histórica e história da população. Gracineide falou sobre os desafios de sair da zona de conforto, como essas dificuldades foram enfrentadas e como foi importante esse aprendizado para a sua formação pessoal e profissional. Ela falou também como essa trajetória no nosso mestrado ajudou na sua passagem pelo doutorado em Portugal e como ajuda ela até hoje. Créditos: Produção, edição e apresentação: Ricardo Ojima (PPGDem/UFRN) Trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Perspectives by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4207-perspectives License: https://filmmusic.io/standard-license --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/rasgai/message
T02E03 | Impacto das variações demográficas sobre a pensão por morte | Michelly Vieira
Apr 7 2022
T02E03 | Impacto das variações demográficas sobre a pensão por morte | Michelly Vieira
O tema do episódio é o impacto das mudanças demográficas brasileiras sobre os benefícios de pensão por morte e mostra a sinergia existente entre a demografia e as ciências atuariais. Com o processo de envelhecimento em curso no país, as relações entre os grupos de idade e perfis populacionais impactam na relação dos contribuintes e beneficiários do sistema de seguridade social no Brasil. No caso da pensão por morte, é óbvio que mudanças no padrão de mortalidade terão efeito, mas mais do que isso, a natalidade, os arranjos familiares e os padrões de nupcialidade também mudaram e apresentam impactos em diversas políticas sociais e benefícios. Não seria diferente no caso das pensões do Regime Geral de Previdência Social. O episódio conversou com a egressa do Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN, Michelly Vieira, que defendeu sua dissertação sobre esse tema: o impacto financeiro sobre as pensões por morte no regime geral de previdência social considerando as mudanças demográficas brasileiras. A dissertação completa da Michelly pode ser acessada aqui: "Pensões por morte no Brasil: uma análise do impacto financeiro considerando variações demográficas sobre a pensão por morte do Regime Geral de Previdência Social". Os resultados da análise e das simulações feitas para o futuro das variáveis demográficas na pesquisa são relevantes para o planejamento das políticas sociais. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Perspectives by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4207-perspectives License: https://filmmusic.io/standard-license --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/rasgai/message